sexta-feira, 30 de março de 2018

Condições que causam neutrofilia > 8000 PMNs/ uL



RESPOSTA FISIOLÓGICA AO ESTRESSE
* Atividade física
* Exposição a extremos de calor e frio
* Após hemorragia aguda ou hemólise
* Estresse emocional agudo
* Parto

DOENÇAS INFECCIOSAS
* Infecções bacterianas sistêmicas ou locais graves
* Algumas viroses ( varíola,varicela, herpes zoster, poliomielite)
* Algumas riquetsioses ( especialmente febre maculosa das montanhas rochosas)
* Alguns fungos, especialmente quando há necrose tecidual aguda

DOENÇAS INFLAMATÓRIAS 

* Artrite reumatóide
* Febre reumática aguda
* Gota
* Vasculites e miocistos
* Reações de hipersensibilidade a drogas

NECROSE TECIDUAL

* Dano isquêmico ao coração , vísceras abdominais, extremidades
* Queimaduras
* Carcinomas e sarcomas

DISTÚRBIOS METABÓLICOS

* Uremia
* Eclâmpsia
* Crise tireoidiana

DROGAS

* Epinefrina
* Lítio
* Histamina






domingo, 3 de dezembro de 2017

ÁGAR MAC CONKEY


PRINCÍPIO
*O cristal violeta inibe o crescimento de microrganismos Gram positivos especialmente enterococos e estafilococos.
*A concentração de sais de bile é relativamente baixa em comparação com outros meios, por isso não é tão seletivo para Gram negativos como, por exemplo, o ágar SS.
UTILIDADE
*Isolar bacilos Gram negativos (enterobactérias e não fermentadores) e verificar a fermentação ou não da lactose.
FÓRMULA /PRODUTO 
*Meio comercial: Ágar MacConkey.

PROCEDIMENTOS 
*Pesar e hidratar o meio conforme instruções do fabricante;
*Aquecer sob agitação até fundir o ágar completamente;
*Esterilizar em autoclave;
*Resfriar até 50°C e distribuir 20 a 25 ml em placas de Petri 90 mm estéreis;
*Deixar em temperatura ambiente até resfriar;
*Embalar as placas com plástico PVC transparente e guardar em geladeira de 4 a 8°C.
CONTROLE DE QUALIDADE 
*Positivo: Proteus mirabilis ATCC 12453 (não fermentador de lactose).
*Positivo: Escherichia coli ATCC 25922 (fermentador de lactose).
*Negativo: Staphylococcus aureus ATCC 25923.
INOCULAÇÃO
*Inocular as placas e incubar por 18 a 24 horas;
* Se negativo após 24 horas, reincubar por mais 24 horas.
INTERPRETAÇÃO
*Cor original do meio: rosa avermelhado.
*Crescimento de bacilos Gram negativos.
*Colônias cor de rosa: fermentadoras de lactose
*Colônias incolores: não fermentadoras de lactose.
*Não há crescimento de cocos Gram positivos.
CONSERVAÇÃO E VALIDADE
*Conservar as placas embaladas de 4 a 8°C por até 3 meses.

     


Deus seja louvado 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Atlas de Microbiologia






     


Deus seja louvado

MEIO DE CULTURA CARY BLAIR


PRINCÍPIO
* Meio de Cary Blair foi formulado à partir do meio de Stuart, uma vez que microrganismos patogênicos e outros coliformes fecais sobrevivem bem neste meio.
*A carência de uma fonte de nitrogênio impede consideravelmente a multiplicação de microrganismos e a composição nutritiva garante a sobrevivência deles.
* O que difere este meio do meio de Stuart, é a adição de uma solução salina balanceada de tampão fosfato inorgânico e omitindo da fórmula o azul de metileno.

UTILIDADE
*Transporte de material fecal e conseqüente conservação dos microrganismos.

FÓRMULA/ PRODUTO 
*Meios comercial: Meio de transporte Cary Blair.


PROCEDIMENTOS 

Pesar e hidratar o meio conforme instruções do fabricante;
* Fundir completamente;
* Distribuir 7 ml por tubo;
* Esterilizar em autoclave;
* Após retirar da autoclave, manter os tubos em posição vertical para solidificar.
* pH: 7,4 +/- 0,2

CONTROLE DE QUALIDADE
*Crescimento bom (com 0, 24 e 48 horas de crescimento): Shigella flexneri ATCC 12022.


CONSERVAÇÃO E VALIDADE
Conservar de 4 a 10°C de 6 a 8 semanas.

INOCULAÇÃO 
* Introduzir um "swab" estéril de madeira nas fezes recém coletadas;
* Após a coleta, introduzir imediatamente o "swab" no meio de cultura e quebrar a ponta da haste, de modo que a parte que contém o algodão fique no meio de cultura;
* Fechar o tubo;
* Manter em temperatura ambiente até o momento de semear nos meios seletivos adequados.

INTERPRETAÇÃO
Cor original do meio: Branco opalescente.
* Como este é um meio de transporte, não há evidência de crescimento bacteriano.

RECOMENDAÇÕES 
*Não deixar o meio com a tampa aberta ou semi aberta após a semeadura.
* Não semear fezes coletadas com mais de 6 horas.




Deus seja louvado

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

leucócitos encontrados na urina

Leucócitos

    Os leucócitos encontrados na urina são esféricos, com cor amarelo-esverdeado ou cinza. Em urinas normais pode ser encontrados ate dois leucócitos/ CGA. Os leucócitos na sua maioria são neutrófilos. São células grandes e nucleadas, maiores que as hemácias e menores que as células epiteliais renais. Na urina hipotônica ou alcalina os leucócitos incham e podem sofrer lise. Na urina hipertônica eles sofrem encolhimento.  O aumento no numero de leucócitos na urina é relacionado com inflamação no trato urinário. Porem a piúria pode ser encontrado em situações não infecciosas, como glomérulo nefrite aguda, nefrite lúpica, acidose tubular renal, desidratação, estresse, febre e irritação não infecciosa.  Aglomerados leucocitários são indicativos de infecção aguda; pielonefrite; cistite e uretrite.




incontáveis leucócitos 


sedimento urinário apresentando piuria e hematuria 

sedimento urinário apresentando piuria 



     


Deus seja louvado

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

AGENTES DE BIOTERRORISMO

   
   Infelizmente, os ataques utilizando antraz nos Estados Unidos em 2001 transformaram a ameaça teórica de bioterrorismo em realidade. Os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) avaliaram os microrganismos que representam o maior perigo como armas biológicas, baseando-se na eficiência na qual a doença pode ser transmitida, a dificuldade em se produzir e distribuir os microrganismos, o que pode ser feito para se defender do agente e a capacidade de alarmar o público e produzir medo generalizado. Com base nesses critérios, os CDC classificaram as armas biológicas em três categorias, denominadas A, B e C.
   Os agentes na categoria A de maior risco podem ser prontamente disseminados ou transmitidos de pessoa a pessoa, tipicamente causando doenças com alta taxa de mortalidade e com potencial para grande impacto na saúde pública, podendo causar pandemias que levam ao pânico da população e desorganização social, e provavelmente necessitam de ação especial para preparo da saúde pública. Por exemplo, o vírus da varíola é um agente de categoria A devido a sua alta transmissibilidade, taxas de mortalidade de caso de 30% ou mais e falta de terapia antiviral eficaz. A varíola se dispersa facilmente de pessoa a pessoa, principalmente através de secreções respiratórias e por contato direto com o vírus nas lesões cutâneas. Após um período de incubação de 7-17 dias, as manifestações clínicas usuais são febre alta, cefaleia e dor lombar, seguidas de erupção, que surge primeiramente na mucosa da boca e faringe, face e antebraços, e se dissemina para o tronco e pernas. A erupção inicialmente é vesicular e em seguida se torna pustular. Em virtude de as pessoas afetadas serem contagiosas durante o período de incubação, o vírus da varíola pode se disseminar rapidamente
em uma população não protegida. 
   Uma vez que a vacinação de rotina para varíola foi suspensa em 1972 nos Estados Unidos, a imunidade se esvaiu, deixando a população altamente suscetível. A preocupação de que a varíola pudesse ser utilizada para bioterrorismo levou à reintrodução de vacinação para alguns grupos de médicos e militares.
   Os agentes da categoria B são moderadamente de fácil disseminação, causam moderada doença associada a morbidade, mas baixa mortalidade, e requerem diagnóstico específico e vigilância da doença. Muitos desses agentes podem ser disseminados
em água ou alimentos. 
   Os agentes da categoria C incluem patógenos emergentes, os quais podem ser projetados para disseminação em massa devido a sua fácil disponibilidade, produção e disseminação, o potencial para alta morbidade e mortalidade, e alto impacto na saúde.





 


Deus seja louvado

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Adaptações Celulares ao Estresse


• Hipertrofia: aumento do tamanho da célula e do órgão, sempre em resposta ao aumento da carga de trabalho; induzida por fatores de crescimento produzidos em resposta ao estresse mecânico ou outros estímulos; ocorre em tecidos incapazes de divisão celular.
• Hiperplasia: aumento do número de células em resposta a hormônios e outros fatores de crescimento; ocorre em tecidos cujas células são capazes de se dividir ou que contenham abundantes células-tronco.
• Atrofia: diminuição da célula e do órgão, como resultado da diminuição do suprimento de nutrientes ou por desuso; associada à diminuição de síntese celular e aumento da quebra proteolítica das organelas celulares.
• Metaplasia: alteração do fenótipo em células diferenciadas, sempre em resposta a irritação crônica que torna as células mais capazes de suportar o estresse; geralmente induzida por via de diferenciação alterada das células-tronco nos tecidos; pode resultar em redução das funções ou tendência aumentada para transformação maligna.

Hipertrofia fisiológica do útero durante a gravidez. A, Aparência macroscópica do útero normal (direita) e do útero grávido removido por hemorragia pós-parto (esquerda). B, Células musculares lisas uterinas, pequenas e fusiformes de útero normal. C, Células musculares lisas de útero grávido, roliças, grandes e hipertrofiadas, comparadas com B. (B e C no mesmo aumento.)





Deus seja louvado

Curso de Bioestatística- Parte 1

   Estatística #01 Estatística #02 ( População, Censo e Amostra) Estatística #03 (aspectos dos dados) Estatística #04 - Tabela de Frequ...